
A presença do browser da Apple no mercado subiu dos 0,07% da versão 3, lançada há cerca de um ano, para um máximo histórico de 0.21% referente à versão mais recente, a 3.1, de acordo com estatísticas divulgadas pela Net Applications.
Segundo a "PC Pro", os números da Net Applications sugerem que este crescimento deve-se em grande parte ao facto de a Apple ter incluído, em Março, a instalação completa do Safari na sua ferramenta de actualizações e correcções de segurança, uma medida que valeu duras críticas à empresa da maçã.
O CEO da Mozilla, John Lilly, foi uma das vozes mais críticas, chegando mesmo a comparar a prática aos métodos utilizados pelos disseminadores de malware.
«O problema aqui é que [o Apple Software Update] lista o Safari como uma actualização - e tem a opção "Instalar" seleccionada por defeito - mesmo que não nunca se tenha instalado o Safari no PC».
«O comportamento provável dos utilizadores aqui é carregar em "Instalar 2 items", o que significa que agora instalaram um programa totalmente novo, possivelmente sem qualquer intenção», defendeu então Lilly, acrescentando que esta prática «está errada, e roça as práticas de distribuição de malware».
A Apple posteriormente alterou a sua ferramenta de distribuição de actualizações, que passou a assinalar o Safari como uma aplicação separada.
A Mozilla, por seu lado, considera que a Apple devia ter ido mais longe, desactivando a instalação do Safari por defeito, de forma a evitar que os utilizadores instalem o browser inadvertidamente.
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