
O governo do Egipto pediu às operadoras móveis que cortem o serviço aos seus clientes anónimos, alegando razões de segurança pública.
A medida afectará potencialmente centenas de milhares de subscritores que não forneceram o seu nome e endereços quando adquiriram o serviço móvel, noticia a Reuters.
Estes clientes representam, no entanto, apenas uma pequena fatia do total de utilizadores de telemóveis no Egipto, país que apresenta a maior população árabe do mundo.
«Toda a gente que utiliza o telefone tem de estar identificada», afirmou o ministro do Comércio Rachid Mohamed Rachid, acrescentando que a medida se deve a razões de «segurança pública».
Mas a notícia surge numa altura em que o Egipto tenta combater uma onda de greves contra o governo - maioritariamente organizadas por telemóvel e Internet -, devido ao aumento dos preços e aos baixos salários.
Em declarações à Reuters, o analista político egípcio Elijah Zarwan considerou que, apesar de existirem preocupações de segurança legítimas, o "timing" da medida é «preocupante» pois coincide com a marcação de uma greve contra a subida do preço dos alimentos.
A Vodafone Egypt e a Mobinil EMOB.CA, duas das três operadoras móveis que operam no Egipto, já estão a tomar medidas para cumprir com as exigências do governo, incluindo desactivar as SMS e pedir aos clientes que facultem a sua informação pessoal.
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