A descoberta «torna Titã o único corpo do nosso sistema, além da Terra, onde foi detectado líquido à superfície», informou o Laboratório de Propulsão por Jacto (JPL) da NASA. «Os cientistas identificaram positivamente a presença de etano», lê-se no comunicado, citado pela Lusa. O JPL gere a missão Cassini de exploração de Saturno e dos seus anéis e luas e é responsável por analisar os dados da sonda, que já efectuou mais de 40 passagens sobre Titã. Antes das observações da nave Cassini, os cientistas acreditavam que Titã estaria coberto por oceanos de metano, etano e outros hidrocarbonetos. Mas a sonda detectou centenas de depressões escuras com o aspecto de lagos que até agora não se sabia se eram formações líquidas ou constituídas por material sólido escuro, afirmou a NASA. «Esta é a primeira observação que confirma a existência em Titã de um lago superficial com líquido», disse Bob Brown, da Universidade do Arizona, que chefia a equipa técnica responsável pelos instrumentos de observação e de cartografia da Cassini. O etano encontra-se no estado líquido devido às baixas temperaturas existentes na superfície de Titã, da ordem dos 184 graus Celsius negativos. O lago observado, baptizado de Ontario Lacus, fica na região polar do sul e mede cerca de 20.200 quilómetros quadrados, um pouco mais do que o lago Ontário, situado entre os Estados Unidos e o Canadá. Além disso, «Titã apresenta provas muito numerosas de evaporação, chuva e de sulcos cavados por fluidos que desembocam, neste caso, num lago de hidrocarbonetos», segundo a NASA. A Cassini foi lançada em 1997 e chegou a Saturno em meados de 2004, após de uma viagem de sete anos e 3,5 mil milhões de quilómetros. A missão é um projecto conjunto da NASA com as agências espaciais europeia e italiana. Estes resultados vão ser publicados hoje na revista científica "Nature". Com Lusa Fonte: Link |
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